as gramas que todos nos costumávamos pisar estão totalmente mortas. não voltei ao cais depois que tudo mudou, talvez por respeito as memórias que cultivamos ali. tão perdidos e tão inocentes, desprovidos de qualquer proteção. não leve isso como uma lamentação. apesar de sentir saudade, prefiro deixar essas memórias intactas e imutáveis, depois de tanto tempo. criamos sonhos tão puros e tão sem querer.. hoje a luz do sol o faz totalmente vazio e opaco. quando foi mesmo que paramos de viver do jeito que costumávamos viver? forço minha mente para frente e para trás mas não me consigo me lembrar da data exata em que atamos e desatamos nós, quebrando garrafas num cano de pavimentação e formulando teorias sobre como o céu parecia a tampa de uma caixa. todos nós crescemos, e passamos a desacreditar em tudo isso, mesmo que rápido demais.
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