antes que eu pudesse me atentar às luzes dos postes que traçavam linhas no horizonte frio, eu já havia sido deixado pra trás de mãos vazias. ainda estou preso às dobras do prédio cor-de-rosa, às ruas estreitas, às mesas do café – tudo volta no exato momento em que eu fecho meus olhos e me forço a esquecer. eu perdi em todos os jogos em que me dispus a jogar. deixei tudo de lado e permiti que meu sangue corresse por você. e tudo o que fluiu, em algum momento tornou-se uma avalanche, descolorindo o que eu costumava acreditar. as coisas perderam a capacidade de mudar. o ponteiro do relógio gira exausto, e desta vez me olha com pena. não há mais nada que ele possa fazer. hoje eu descanso sob os meus próprios braços. talvez seja assim como as coisas devem ser.
quinta-feira, 20 de março de 2014
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